Marketing digital?

Nossa. Muito se fala em Marketing Digital, Web Marketing, Marketing de Internet e até em Mercado Digital. Quando vejo isso tudo, me lembro do curso de MBA em Planejamento Estratégico e Marketing Interativo (muito bom) do I-group, onde discutíamos se existe ou não mercado digital. Resultado: Claro que não existe, existe apenas mercado.

Chegamos a conclusão que não existem pessoas digitais – existem pessoas que assistem filmes, Navegam na Web, Jogam futebol, andam pelas ruas e Shoppings.

Acho que quando montamos um projeto Web, se focarmos nossas estratégias apenas na Internet, estamos jogando uma boa parcela do mercado fora. Um bom exemplo disso é do Sr. Google, pai da internet atual, quando lançou uma ação de guerrilha em Berlin para o Google Vídeo: ver o vídeo no youtube.

Já vi muitos amigos focando apenas na internet, principalmente quando estão montando um processo de arquitetura de informação do projeto, onde focam apenas no ambiente virtual, ex: Quero comprar uma camisa > entro no site > procuro a camisa > não achei? > Volto a home > Etc.

Será que não seria importante estudar o processo offline de compra desse usuário, para assim, conseguirmos trazer o melhor do offline para o online.

Costumamos separar em 4 etapas alguns dos estudos no ambiente offline, onde o chamamos de custos de:

- Custo de propriedade: O usuário compra a camisa por R$ 40,00, mas no valor também está incluso o frete de R$ 15,99. Seria a mesma coisa quando uma agência vende um site. O cliente vai pecisar pagar por manutenção, domínio, hospedagem, etc. Precisamos pensar nisso.

- Custo de Tempo: Vendemos a camisa, mas a entrega fica para 9 dias úteis. Nisso a internet perde para o offline. Mas mesmo assim, precisamos criar estratégias para isso.

- Custo de Esforço: Não preciso sair de casa para comprar a camisa. Ponto para o online.

- Custo de Risco: A camisa é barata, mas não conheço a empresa dona do site ou a camisa em outros sites custa o dobro. Será que vão entregar? O barato pode sair caro.

O mundo mudou e as estratégias também, pois até em uma lan house é uma coisa de doido, pois é um lugar onde todos se juntam para, separadamente, se encontrar.

Abraços a todos

Ricardo Heidorn


Publicado em: on 01/02/2009 at 20:55 Comentários (1)

A morte da homepage

Estava lendo uma notícia em um site muito interassante. A homepage, aquele modelo de página tal qual conhecemos hoje, está morrendo. Pelo menos é o que indica o estudo da Avenue A | Razorfish, realizado com 475 consumidores norte-americanos em julho do ano passado. Alguns números foram apresentados pelo vice-presidente Garrick Schmitt no último IA Summit no painel “Do Real People Really Use Tag Clouds?: Research To Help Separate Web 2.0’s Hits From Hype”.

Os resultados da pesquisa deixam claro que a web 2.0, que tem a colaboratividade como principal característica, deixou de ser moda – é um sucesso mais do que consolidado, mas ao mesmo tempo um vasto campo a ser explorado. Entenda um pouco melhor o comportamento digital dos entrevistados:

  • 60% já customizaram páginas com RSS, agenda ou outro aplicativo;
  • 70% lêem blogs;
  • 40% escrevem em blogs;
  • 44% consomem conteúdo via RSS;
  • 35% já usaram tag clouds;
  • 85% guiam sua navegação pelos mais populares ou mais enviados;
  • 55% iniciam o processo de compra pela busca.

Resumindo: a homepage não é mais o principal ponto de contato digital do consumidor com a marca. A Avenue A | Razorfish traduziu algumas tendências deste novo usuário em 5 recomendações básicas:

1. Torne o seu conteúdo portátil. Permita que os usuários levem-no para onde acharem melhor consumi-lo. RSS e widgets são um bom caminho para a portabilidade

2. Permita aos usuários avaliar e comentar o conteúdo. Isso dará mais credibilidade a ele

3. Invista em videos online. Eles são a próxima grande onda de crescimento no segmento. Descubra como ganhar dinheiro com eles para monetizar o investimento

4. Pense além da homepage – elas não têm mais um papel central na experiência online do consumidor. Pense em como explorar o seu conteúdo em ferramentas de busca, publicidade, blogs e social media

5. Aproxime-se do celular, mesmo que com pequenos passos, e fique de olho nos avanços da área. O iPhone da Apple é um ótimo alvo

Yahoo Analytics

Agora ficou ainda mais fácil ter uma avaliação de métricas nos nosso web sites. O Yahoo lançou o Yahoo Analytics, totalmente gratuito, seguindo os passos do nosso amigo Google e a grande Microsoft, pois no ano passado a Microsoft comprou a DeepMetrix e entrou com o Gatineau, agora Microsoft adCenter Analytics, com o objetivo de fazer frente ao Google Analytics, o que até este momento não aconteceu.

Vale a pena conferir a matéria na íntegra no Webinsider.

Publicado em: on 05/08/2008 at 20:06 Deixe um comentário